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	<title>reuters &#8211; Pagamentos Digitais ✔️</title>
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	<description>Maquinas de Cartão e Comparativos</description>
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		<title>Cielo e Rede tentam reagir e retomar mercado</title>
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		<pubDate>Fri, 31 Aug 2018 02:24:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[SÃO PAULO (Reuters) &#8211; Diante da agressividade de rivais menores, Cielo e Rede estão multiplicado ofertas para clientes de pequeno porte,  focando em estrategias para captar cliente tipo MEI (micro...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>SÃO PAULO (Reuters) &#8211; Diante da agressividade de rivais menores, Cielo e Rede estão multiplicado ofertas para clientes de pequeno porte,  focando em estrategias para captar cliente tipo MEI (micro empreendedor individual)  e recuperar esse mercado que movimenta cerca de 1 trilhão de reais por ano.</p>



<p>Após muita resistência, e tardiamente as pioneiras se curvaram a soluções como cartões pré-pagos para não bancarizados e isenção de tarifas por transação e venda dos terminais de pagamentos em vez de aluguel, features que antes eram fonte de renda mais viraram o &#8220;básico&#8221; em concorrente como PagSeguro.</p>



<p> O movimento é uma contraofensiva a entrantes como a PagSeguro, que vêm ganhando nacos do mercado oferecendo preço baixo para antecipação de recursos, a resposta certa para microempreendedores que tentam sobreviver num país que tenta emergir de uma dura recessão.</p>



<p>Reservadamente, executivos familiarizados com Cielo e Rede admitem que elas tentaram esticar a corda, apoiadas no poder dominante de mercado. Controlada por Bradesco e Banco do Brasil, a Cielo segue líder do mercado, com cerca de 38 por cento, segundo fontes do setor. A companhia diz ter 48 por cento do mercado, considerando apenas as 5 maiores adquirentes. A vice-líder Rede, do Itaú Unibanco, detém ao redor de 32 por cento.</p>



<p>&#8220;Seguramos até onde deu&#8221;, disse à Reuters uma fonte a par do dia a dia da Cielo. &#8220;É verdade que demoramos a reagir&#8221;, admitiu outro executivo familiar à Rede.</p>



<p>O movimento recente mostra a reviravolta da condição confortável do duopólio protagonizado por ambas há até nove anos. Mesmo a entrada da GetNet, do Santander Brasil, em 2010, mexeu pouco com a dinâmica do mercado.</p>



<p>A aprovação pelo Banco Central de regras para instituições de pagamentos, em 2013, trouxe uma série de rivais menores, e começou a mudar o jogo de forças no setor. Após uma aprovação em 2016, o BC deu aval para outras seis instituições no ano passado. Só na primeira metade de 2018, sugiram outras sete. Na semana passada, outras seis.</p>



<p>&#8220;Apesar da entrada de novos players, ainda não estamos satisfeitos com o nível de concorrência na indústria financeira&#8221;, disse recentemente à Reuters o diretor de regulação do BC, Otavio Damaso.</p>



<p>Numa mostra recente de que o nível de concorrência está crescendo em diversas frentes, o aplicativo de encomenda de comida iFood anunciou recentemente que terá seus próprios terminais de pagamentos, por meio da fintech Zoop. Na verdade, trata-se de uma infraestrutura para lojistas colocarem suas próprias bandeiras nos terminais de pagamentos. &#8220;Essa é uma nova onda da competição no mercado de pagamentos que está só começando&#8221;, declara o presidente e fundador da <a href="https://pagamentosdigitais.org/zoop-solucoes-em-pagamentos/" title="Zoop">Zoop</a>, Fabiano Cruz.</p>



<p>Vários dos novos arranjos chegaram ao mercado vendendo os terminais de pagamento em vez de alugá-los e isentando os clientes da taxa por operação (MDR). Para comerciantes de menor porte, esse conjunto chega a representar 7 a 8 por cento do faturamento.</p>



<p>Foi para esse público o eixo do negócio de empresas como a PagSeguro, cuja bem-sucedida estreia na bolsa de Nova York no começo do ano revelou uma estratégia em que as isenções na verdade têm como contrapartida a indução do cliente a uma antecipação de recebíveis.</p>



<p>&#8220;Isso surpreendeu os grandes porque mostrou um jeito diferente da prática de mercado para empresas menores&#8221;, disse Patrick Negri, fundador da empresa de pagamentos digitais iugu.</p>



<p>Essa combinação caiu como uma luva para micro e pequenos negócios, setor que teve dezenas de milhares de empresas fechadas pela recessão e do qual as grandes credenciadoras não fizeram objeção de perder mercado. Em 11 trimestres, praticamente um em cada quatro terminais de pagamentos da Cielo ou da Rede foi desativado.</p>



<p>&#8220;Com as empresas raspando centavos com a unha, preço é tudo e as novas empresas de pagamentos souberam enxergar isso&#8221;, disse o assessor econômico da FecomercioSP, Fabio Pina.</p>



<p>Por algum tempo, Cielo e Rede sinalizaram que estavam mais focadas em defender margens do que participação de mercado. Isso envolveu o foco em clientes de médio e grande portes, para os quais podem vender produtos mais caros. Mas isso não foi suficiente para evitar queda das margens. Em junho, a margem Ebitda da Cielo, um índice de rentabilidade, era de 38 por cento, 30 pontos percentuais menor do que há nove anos.</p>



<p>A Rede, deslistada da bolsa paulista em 2012, também teve queda nas margens, &#8220;mas dentro do aceitável&#8221;, disse o diretor executivo de cartões do Itaú Unibanco, Marcos Magalhães.</p>



<p>Segundo o executivo, o grupo preferiu avaliar a consolidação da tendência do mercado antes de lançar soluções que ao mesmo tempo estanquem a perda de mercado e mantenham margens adequadas, o que já está acontecendo.</p>



<p>Nessa linha, o Itaú anunciou na véspera uma parceria com a plataforma de pagamentos PayPal focada em comércio eletrônico e que tem entre os objetivos elevar a fatia de mercado da Rede no varejo online, menor que no comércio físico. O banco também lançou no mês passado o Pop Credicard, braço da Rede para atender microempreendedores e deve anunciar em breve um cartão pré-pago para micronegócios, visando o público não bancarizado, na trilha da PagSeguro.</p>



<p>A Cielo comprou a metade que não tinha na <a href="https://pagamentosdigitais.org/solucoes-de-pagamento-maquinas-stelo/" title="Stelo">Stelo</a>, braço para operar mais de perto com microeempreendedores. A empresa também começou neste ano a vender terminais com as bandeiras de BB e Bradesco nas agências bancárias. A expectativa é de que cada um dos sócios tenha ao menos 100 mil terminais no mercado até dezembro e ajude a estancar a queda na base de terminais.</p>



<h3 class="wp-block-heading">CIELO MAIS PRESSIONADA</h3>



<p>Embora seja o segmento mais visível do aumento da competição, os micronegócios não são os únicos sobre os quais Cielo e Rede vêm sofrendo pressão. Nos lojistas de médio porte, uma das empresas que vêm entrando agressivamente é a Stone. Dias atrás, a Reuters publicou, citando fontes, que a empresa contratou bancos para coordenar sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em Nova York. Entre clientes maiores, a GetNet vem avançando e conquistou contas de grifes como Shell e Magazine Luiza.</p>



<p>Diante disso, analistas de mercado e mesmo executivos de parceiros das gigantes de adquirência avaliam que até agora as respostas delas para defender mercado não parecem convincentes.</p>



<p>Entre profissionais do mercado, a Cielo, por ser independente dos sócios, é menos flexível para desenhar soluções integradas que possam ser percebidas como desvantajosas para os acionistas dos seus donos. A empresa foi consultada, mas preferiu não se manifestar para esta reportagem.</p>



<p>Com isso, tem sofrido mais diretamente o desagrado dos investidores. Só em 2018, a ação da Cielo já caiu quase 35 por cento, enquanto o Ibovespa subiu 2 por cento. A última rodada de resultados trimestrais fez vários analistas reduzirem o preço-alvo da ação da Cielo. Atualmente, 5 de 18 casas de investimentos que cobrem o papel citadas pela própria empresa seguem com recomendação &#8220;comprar&#8221;. Outras 11 sugerem &#8220;manter&#8221;. UBS e Santander indicam &#8220;vender&#8221;.</p>



<p>Diante do cenário nebuloso, os sócios da Cielo, BB e Bradesco, têm sido consultados sobre planos de fechamento de capital da Cielo, o que ambos têm repetidamente negado.</p>



<p>&#8220;Não vamos fechar o capital da Cielo&#8221;, disse a jornalistas o presidente-executivo do BB, Paulo Caffarelli, no início do mês, quando questionado sobre o assunto.</p>



<p>Entre analistas do setor, a resistência a fechar o capital da Cielo reflete principalmente o custo que uma operação como essa teria, montante que Bradesco e BB não estão interessados em investir no atual cenário. Em valores atuais, as ações da Cielo no mercado valem cerca de 17 bilhões de reais. Incluindo o prêmio normal em operações desse tipo, BB e Bradesco teriam que desembolsar cada um cerca de 10 bilhões.</p>



<p>É um montante do qual principalmente o BB, que vem economizando para fortalecer seus níveis de capital, não tem folga para usar. Já o Bradesco ainda está deglutindo a compra do HSBC, feita em 2016, por 16 bilhões de reais.</p>



<p>No meio de julho, com a renúncia surpresa do presidente-executivo da Cielo Eduardo Gouveia, semanas antes da divulgação do resultado trimestral, nos bastidores a empresa explicou que a saída se deu por motivos pessoais. Ainda assim, desde então a ação da empresa já caiu quase 20 por cento.</p>



<p>Executivos familiarizados com Cielo admitiram reservadamente que a empresa errou ao resistir às tendências no que chamam de base da pirâmide. Além disso, alegam que a líder foi atingida por uma &#8216;tempestade perfeita&#8217;, caracterizada pelo conjunto de recessão prolongada do país, entrada de mais concorrentes e mudanças regulatórias.</p>



<p>No entanto, essas fontes avaliam que, percebido o erro, a Cielo vem desenhando produtos específicos para cada faixa de clientes, e vai entrar numa agenda acelerada de lançamentos nos próximos meses, para reverter a perda de mercado, o que pode acontecer até o final do ano.</p>



<p>Nessa linha, a <a href="https://pagamentosdigitais.org/solucoes-de-pagamento-maquinas-stelo/" title="Stelo">Stelo</a> será o carro-chefe das ofertas para microempreendedores. A operação anunciada no início do ano ainda não obteve aprovação do Banco Central.</p>



<p>&nbsp;</p>



<p>Por Aluisio Alves</p>



<p>REUTERS</p>



<h2 class="wp-block-heading"> </h2>
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