Itaú Transfere 1 Milhão por Engano através do PIX

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Itaú Transfere 1 Milhão por Engano através do PIX

É isso mesmo que você leu no título, o Banco Itaú transferiu 1 milhão de reais por engano através da nova plataforma de transferência do Banco do Brasil, o Pix.

Assim, a situação continua em segredo de justiça, mas já temos algumas informações importantes sobre o assunto.

Inclusive, com essas mesmas informações conseguimos analisar dois pontos importantes que colocam em cheque a segurança da nova plataforma do Banco Central, o Pix.

Será mesmo seguro sujeitar nossas contas a esta plataforma?

Leia conosco e entenda o que aconteceu no Banco Itaú de forma detalhada:

A Transferência de 1 Milhão de Reais

Banco Itaú

O “erro sistêmico” que custou quase 1 milhão de reais aos cofres do Itaú

Mas, e como isso aconteceu? Como do nada 1 milhão de reais some de uma conta? Não foi bem assim.

A verdade é que o caso aconteceu com diversas contas do Banco Itaú, e o valor total somado chega a R$966.392,00 devido ao erro no Pix.

Acontece que o erro foi cometido pelo próprio Itaú, que ao duplicar diversas transferências feitas por clientes pelo Pix, acabou retirando o dobro do valor de cada um de cada conta corrente.

Assim, se viu em uma situação delicada.

O Banco Itaú já devolveu os valores as contas de seus clientes, e disse se tratar de um erro sistêmico, sem correlação direta a suposta vulnerabilidade do Pix.

Porém, o valor ainda está em aberto e o banco sofreu um rombo de quase 1 milhão de reais.

Dessa forma, o banco ainda tenta reaver esse valor na justiça.

Qual a Ação tomada pelo Banco Itaú?

Mas, e qual a ação tomada pelo Banco Itaú para resolver a situação?

Conforme mencionamos, o banco trata a situação como um erro sistêmico, de modo a se isentar do mesmo.

Assim, está tentando reaver esse valor na justiça.

Dessa forma, o primeiro passo tomado foi tentar falar com seus correntistas para que entrassem em contato com as pessoas envolvidas, solicitando a devolução do valor.

Ao mesmo tempo em que o Banco Itaú agiu dessa maneira, também fez um pedido formal as instituições bancárias envolvidas de que bloqueassem as contas dos seus correntistas que receberam tais valores.

Então, ao mesmo tempo em que foi cordial pedindo de maneira quase que “diplomática” aos envolvidos que devolvessem o valor, solicitou as instituições o bloqueio de contas.

Para a infelicidade dos gestores do Itaú, o pedido foi negado pelas outras instituições envolvidas no caso.

Erro sistêmico e “comum”

Conforme mencionamos, a instituição encarou o ocorrido como algo “sistêmico e comum”, sendo o diferencial dessa ocasião o valor ter sido muito alto.

Dessa forma, acaba se isentando da situação e deixando a culpa ao acaso.

Foi então que logo após ter solicitado aos bancos o bloqueio das contas e não ter sido atendido que o Banco Itaú entrou na justiça.

Ação Contra as Instituições Bancárias Envolvidas

Banco Itaú

Ação tomada contra as instituições envolvidas

Para provar o que mencionamos logo acima, deixamos abaixo um trecho da ação movida pelo Itaú contra as instituições bancárias.

Nesse trecho, o banco fundamenta o erro da seguinte forma:

“Em razão de um erro sistêmico, foram realizadas transferências indevidas e, portanto, em excesso para as contas bancárias dos bancos favorecidos (em simples explicação: houve débito de X e crédito de X + X). (…) Esse tipo de falha sistêmica ocorre com alguma frequência no âmbito das instituições financeiras”.

O banco continua no texto, mas de forma mais incisiva, culpabilizando as instituições envolvidas por não colaborarem junto ao Itaú para a resolução do problema.

Segundo a instituição, todas as corporações saberiam do ocorrido, por se tratar de um erro que comumente acontece, mas que tomou proporções absurdas como já sabemos.

Leia outro trecho em que o Banco Itaú cita essa afirmação:

“E os réus [outros bancos], ainda que cientes da falha sistêmica quando o valor ainda estava sob a sua ingerência, ao invés de devolverem o valor indevido ao Autor [Itaú], permitiram a liquidação dos créditos nas contas dos correntistas destinatários, impedindo o estorno e causando o enriquecimento sem causa em relação ao qual ora se pleiteia devolução de valores”.

Apesar do tom utilizado, o banco se negou a dar entrevistas e disse que não comenta casos que seguem em segredo de justiça.

Ainda sobre a ação, a instituição bancária diz ser algo mais comum do que se imagina, a diferença do caso seria o valor alto transferido de maneira incorreta.

Assim, também justifica as ações que moveu contra as instituições bancárias.

O banco afirma, como no processo, que a entrada com um processo judicial é “uma medida usual entre as instituições nesse tipo de situação, pois traz segurança jurídica para que elas façam os estornos das contas creditadas indevidamente.”

Quais são os bancos envolvidos no caso?

Ao todo, o Banco Itaú moveu a ação contra 7 outras instituições bancárias dos mais diferentes tipos, desde as mais padrões, até instituições digitais e cooperativas.

Os bancos envolvidos no caso são: Banco do Brasil, Bradesco, Sicred, Bancoob, Nubank, Banco Original e Banco Inter.

Todas as informações foram fornecidas pelo site Cointelegraph que teve acesso a esse processo judicial, e que confirma as informações citadas.

Será que o Pix é tão Seguro Assim?

Será Que O Pix Realmente é Seguro

Será que o Pix realmente é seguro?

O ocorrido coloca em cheque tudo o que já ouvimos sobre segurança veiculada ao Banco Central do Brasil no Pix.

Isso porque a situação ocorreu através da plataforma de transferências imediatas logo após seu lançamento, ainda no mês de novembro de 2020.

O que nos faz pensar em dois pontos bem claros e negativos sobre o Pix.

O primeiro é que não há possibilidade de reverter transações bancárias.

Depois de feita, a mesma não consegue ser estornada para a conta de origem a não ser que seja feita outra transação.

E a segunda é a falta de responsabilidade sobre eventuais erros de transações, que agora chega ao Pix.

Anteriormente ao lançamento o Banco Central do Brasil já havia mencionado que eventuais erros sistêmicos de transferências indevidas seriam de total responsabilidade dos bancos envolvidos.

Contatado por diversos veículos de mídia, o Banco Central do Brasil não expôs opinião sobre o assunto.

E você, utiliza o Pix para suas transferências? Já estava por dentro do ocorrido?

Ficou alguma dúvida em relação ao conteúdo que trouxemos hoje?

Conte a nós, comente abaixo!

Até a próxima!